sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Carta

* Eu preciso bradar. Não pelo valor do grito, mas pelo desespero faminto de me fazer capaz de curar desses tremores que me matam.Os valores estão vencidos, você percebe? As marcas estão expostas e são profundas. Tudo está em inversão.Eu não prostituí meu verbo. Carrego a fadiga e as chagas de não ter vendido meu corpo de texto aos desejos ambíguos...

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Desvio

O que explode lá fora é só arrebol.E, quando, maternalmente, meu espírito canta, as palavras-meninas se debruçam na janela a banharem-se de luar. Sob a luz incidente do Sol elas se negam a nascer... "Retinas sensíveis" me repetem entre pequenos e leves gestos infantis.Eu aceito e acredito.Só converso com a noite. Teimo em ver estrelas marejadas, Luas solitárias e cometas doidivanas a morrer depois da cúpula; onde dois precipícios decidem esperar...

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Das horas em que não minto

. Ontem eu fingi. Fingi pra minha filha que estava zangada com ela.Mas, sabendo que fui criança entendi perfeitamente quando ela chorou... É traumático querer guaraná e descobrir que não poderá bebê-lo porque está gelado. A gripe cortou o barato da minha pequena.Briguei sério com ela.Não me arrependo, estou educando-a na sublime arte de esconder os...