sábado, 31 de maio de 2008

Pacto de amor sem fim.

Não se engane, esses olhos verdes nem sempre me refletem e a noite ainda não me revelou. Tenho mistérios guardados a sete chaves, dentro de uma velha garrafa, na minha caixa de sapatos e recados escondida no fundo do armário de cerejeira. E te conto onde me guardo porque não tenho medo de que me descubras. Você não subiria até meu sótão apenas para...

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Da noites que morrem.

Quem poderia acreditar que a noite de fogo, não nasceria? Lá fora a lua jaz em um aquário e todas as estrelas choram. Apagou-se a luz. Quem agora, abriga o seresteiro? A chuva cobre sua face, molha o violão *"...O Perfume que roubam de ti, ai..." ele tem o rosto exposto ao sereno, sem saber para onde correr o olhar. Acima de si, Sol, dia azul e...

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Reencontro

Vicejava o jardimFeita de pedra e conhecida por ser mal assombrada, erguia-se imponente a casa da esquina.Nove cômodos, sem incluir o oitão. A moradia abrigava grandes janelas em arco donde pendiam velhas cortinas gastas e descoradas.Na parede do muro, imperavam samambaias e outras trepadeiras.Ostentava, debaixo da Figueira, dois bancos iguais de...

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Futuras lembranças - I

Um dia, quando os teus anos começarem ser cerceados pela vida, e teus olhos tiverem o brilho do arrebol e o peso de uma existência, teus passos não serão tão firmes e tuas palavras, mais baixas, ditas em um sussurro quase inaudível. Teus erros serão mais amenos, tuas distâncias menores, teus cabelos terão a cor da brisa... Aninhada nesses fios,...

Futuras lembranças II

Dos sonhos nasceram os filhos... Um a um. Dois. Quisera Deus que não fossem gêmeos, quisera.  Acostumaram-se cedo, ao rosto estampado do pai entre os lençóis nos finais de semana e aos reclames costumeiros da mãe, pela sandália que ficava no corredor e pela camisa estendida nas costas da cadeira... Adormeciam aliciados pelo velho costume...

Futuras lembranças III

“... Céus de flores vêm descendo...” ...E então, amor, um dia seremos novamente só nós dois. Não mais as madrugadas enrugadas sob o teto, nem as manhãs coloridas de carnaval... Seremos dois, infinitos, no ponto mais extremo de um cometa. Das figuras mais distantes sob a mesa, quando éramos dois antigos sonhadores, restarão os símbolos, os afagos...